sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Estar Vivo e Viver... a grande "diferença"!


Estar vivo, existir nada mais é que ocupar um lugar no espaço, se levarmos para um sentido figurado, se não, é apenas saber que se existe, que faz parte de um mundo onde tudo e todos transitam, se transformam e recriam dia após dia uma nova maneira de se "viver" a vida... Viver já carrega em si uma ação,uma vez que a palavra em si é um verbo. Quando apenas se sente "estar vivo", fica sempre aquele vazio, aquele vácuo que não sabemos muito bem como explicar, mas é como se todos os dias acordássemos e como robôs, programados não sentimos o calor e a magia dos dias, dos pequenos detalhes, da singelas surpresas que cada novo dia nos reserva. Já quando se "vive" a sensação é totalmente diferente, por que sentimos que estamos "praticando" uma ação, que é o que a vida é, nada mais além de ação, atitude, coragem, otimismo e perseverança para que se possa transformar cada novo dia rotineiro em uma espetáculo maravilhoso e único concedido a cada um de nós meros humanos e mortais, o espetáculo da vida!!! Falo sobre isso pois, por muitas vezes em minha vida, senti e sinto as vezes que apenas "existo" e nada mais! Tenho plena consciência que assim sou ou estou por que me permito ser, me abandono a uma sina que pode ser mudada, porém as vezes me falta um daqueles elementos que se encontra quando se esta "vivendo", a coragem!! Mas as vezes também as circunstancias que nos cercam nos impedem momentaneamente de viver, de enfrentar o desconhecido, pois como se fossemos "invisíveis" para alguns, ao não sermos notados, em todos os sentidos, passamos a ter uma enorme certeza de apenas "existirmos" e não de estarmos vivos e "vivendo". Mas acho que pelo menos um passo eu já dei, consigo hoje em dia perceber, sentir e temer a essa grande diferença que é, passar por aqui e apenas "existir" ou, com determinação, fé em mim mesmo, coragem, esperança e a certeza dentro do coração que há vida em mim, que não apenas existo como também eu vivo!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Chuvas de verão... Alegrias passageiras...


"Como é bom em um dia quente e típico de verão, aquela chuvinha forte e abrasadora, que chega assim de repente, para aliviar a sensação as vezes insuportavel que sentimos..."
Assim como uma chuva de verão, na vida também de vez em quando ocorrem fenomenos assim, sem que percebamos ou até sem que esperássemos. Só que ao chegar essa "chuva" em nossos dias, na hora sentimos o frescor que tanto nossa alma desejava e pedia há tanto tempo! Mas as vezes nos iludimos demais com a sensação boa que essa "chuva" nos proporciona, essa alegria que nos acaba sendo "passageira", e quando ela se vai, passa como por um encanto, deixa apenas mais uma vez nosso solo dos sonhos úmidos, para que novos sonhos possam ser semeados e cultivados então. Mas o pior mesmo dessas "chuvas" de verão em nossas vidas, é quando sua intensidade atinge um nível elevado de nosso entusiasmo, o qual deveríamos saber controlar, mas por toda a fragilidade que as vezes há em nosso coração, deixamos que esse nível atinja lugares que não deveriam ser tocados, ou melhor, "regados" por uma chuva tão rápida, fugaz e passageira. Pois com isso, corre-se o risco dessa pequena "chuva" chegar em forma de "tempestade", e com isso em vez de nos trazer o alivio e o frescor que tanto precisamos e pedimos, traga com ela a força capaz de destruir nosso "solo" que ainda se encontra hábil a desenvolver velhos e novos sonhos, e com isso ao ir embora essa "chuva" em forma de tempestade, nada mais restará, há não ser um lugar vazio, devastado e no momento, quem sabe, inapropriado para o "semear" de mais um sonho!!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Amor... um sentimento que necessita de liberdade!


"Amor nada tem a ver com posse! Por que esse sentimento maravilhoso, êxtase do estado afetivo que nos conduz a alguém é exatamente o oposto disso: sua caracteristíca é a libertação por que contém em si o maravilhoso ensinamento de que ele acontece para mostrar o quanto fomos agraciados, como nada pode ter de obrigatório e como se desenvolve na grandeza do ser livre. Amarrar o amor é destruí-lo, justamente por que ele nos faz voar sobre as mais altas montanhas, através dos sonhos que desperta, das fantasias que incute, nas belezas que aponta e que antes passavam despercebidas! Quando somos muito jovens, trocamos o desejo pela posse e queremos que o ser amado fique o tempo todo ao nosso lado, de mãos dadas, como se fosse fugir ou como se a perda fosse iminente... Até que entendemos que muito mais importante do que estar de posse de alguém(o que, aliás, nunca ocorre) é estar no seu desejo, essa representação mental. Quando há desejo, por mais que seja a distância, por maiores que sejam as dificuldades e os obstáculos, um leva o outro no bolso. Por isso aposto cada vez mais na liberdade do amor, na importância de "um proteger a sagrada solidão do outro para poder preservar a sua", como disse lindamente o poeta austríaco Rainer Maria Rilke."


(texto baseado na crônica de Luis Alca de Sant'Anna - Amor Amarrado - do livro Outra Face -2008)