sábado, 6 de dezembro de 2008

" A Borboleta e o Casulo"


Duas lagartas teceram cada uma seu casulo. Naquele ambiente protegido, foram transformadas em belíssimas borboletas. Quandos estavam prestes a sair e voar livremente, vieram as ponderações...Uma borboleta, sentido-se frágil, pensou consigo:"A vida lá fora tem muitos perigos. Poderei ser despedaçada e comida por um pássaro. E mesmo se um predador não me atacar, poderei sofrer com as tempestades. Um raio poderá me atingir. As chuvas poderão encharcar minhas asas, levando-me a tombar no chão. Além disso, a primavera está acabando, e se faltar o néctar? Quem irá me socorrer?". Os riscos de fato eram muitos, e a pequena borboleta tinha suas razões. Amedrontada, resolveu não partir. ficou no seu protegido casulo, mas como não tinha como sobreviver, morreu de um modo triste, desnutrida, desidratada e, pior ainda, enclausurada pelo mundo que tecera!! Porém...A outra borboleta também ficou apreensiva, tinha medo do mundo lá fora, sabia que poderia não durar muito fora de seu casulo, mas amou a liberdade mais do que os acidentes que poderiam vir a ocorrer. E assim partiu!!
"A nossa vida também é assim... temos que ter a coragem e a ousadia de sair do casulo que formamos a nossa volta, enfrentarmos os possíveis perigos que a vida possa nos impor, para que não venhamos a morrer vivos dentro de nós mesmos".
 
(extraído do livro: VENDEDOR DE SONHOS - Augusto Cury - 2008 - Ed. Academia da Inteligência)

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