
Com carinho, dedico esta mensagem a uma mulher que sempre foi guerreira e persistente em seu modo de ver e viver a vida, e que jamais perdeu o brilho em seu olhar, desde pequena até os últimos dias de sua vida junto a mim... minha mãe, Lourdes Alberto da Silva.
"Ela tremulava enquanto sentia a dor da solidão. Dor desértica, árida, sem o frescor do afago, da consideração, do respeito. Dor violada pela decepção... Ainda assim, não cessou de caminhar, andou em meio ao fôlego que se ia, desvanecendo pela ausência de água.Só a esperança a fazia prosseguir, mas era fato que a dor tentava hesitar seus passos. A desilusão e o frio do deserto seriam obstáculos intransponívies se não fosse a certeza de dias melhores, quando repousaria na montanha onde o frescor da paz a esperava.A cada passo no deserto, ela mantinha seus olhos no alto, na certeza de breve sentir a brisa fresca acariciando-lhe a face. E comtemplaria a majestade de árvores frondosas, viçosas, prontas para saciar-lhe a fome com saborosos frutos. Então, adiantava suas passadas, pois logo beberia da fonte contida na montanha, e seus lábios ressequidos se sentiriam fartos, aliviados ao sentir o frescor d'água.O deserto afligiu a alma, mas não a consumiu. A fez chorar, porém, não roubou sua esperança. A fez sofrer, contudo, não a impediu de caminhar. E, ao chegar na montanha, ela declarou: Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita na eternidade, o qual tem o nome de Santo:
"Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito e coração dos abatidos e contritos!"
(Extraído do livro: Reflexões de Paz - Aline Barros)
Um comentário:
Voce me fez lembrar da minha grande amiga Lurdes saudades.muita saudades.da Lurdinha como eu chamava
Mais continua viva dentro do nossos coração beijão amigo!!!!!!!!
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