"Será que existe diferença entre ser amado e ser querido? Sem dúvidas que sim! É uma diferença que em comportamento se faz clara. Ser amado é uma coisa; ser querido é outra, completamente diferente. Não se trata de um sentimento de afeto que os familiares têm uns pelos outros, e sim desejar a presença, de estimar, de valorizar e, principalmente, destacar a importância que alguém tem na nossa vida. Querer a presença e, na ausência sentir a falta. Desejar trocar e, quando isso não acontece, deixar claro o vácuo. Tentar dar a uma pessoa aquilo que ela precisa, agradar sem bajulação, procurando adivinhar o que lhe é necessário. Isso é ser querido. Só que... criar a volta dessa querência não vem do nada. É preciso fazer alguma coisa, agir de uma determinada maneira, usar da sensibilidade para encontrar a carência alheia, estar atento ao que se pode prestar ao amigo e principalmente, muito principalmente, abrir mão desse egoísmo que nos atinge hoje mais do que nunca em nome de uma sociedade neoegoísta que fez do pensar apenas em si e no seu proveito a bandeira da atitude humana. [...] Quantas vezes temos que fazer um pequeno "sacrifício", lutar contra a preguiça e conforto que nos cerca para prestigiarmos um amigo, abraçá-lo numa data importante, participar de um momento especial seu? E quando não podemos fazê-lo, demonstrar com sinceridade o quanto lamentamos o impedimento. Ninguém é querido de graça, não. Consegue essa maravilha porque é agradável, simpático, procura sempre encontrar a solução para as coisas ao invés de só criar problemas, sabe a hora de chegar e de ir. Confesso que adoro ser querido e se isso é uma fragilidade, que bom resultado traz. Ser amado é a melhor coisa da vida, ser querido vem logo depois."
(Texto extraído do livro Outra Face de Luiz Alca de Sant'Anna - 2008)
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